31 de março de 2017
21 de março de 2017

Jorge Fonseca é indicado ao Prêmio PIPA 2017

65 artistas foram indicados à oitava edição do Prêmio PIPA. Eles foram nomeados por pelo menos um membro do Comitê de Indicação, composto por 25 especialistas em arte contemporânea brasileira. Dentre os indicados, Jorge Fonseca, o artista criador do FIOTIM – o Museu em Movimento.

O Prêmio PIPA é uma iniciativa do Instituto PIPA, em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM-Rio. Foi concebido para divulgar a arte, artistas no Brasil e a cidade do Rio de Janeiro, estimulando a produção nacional de arte contemporânea.

Além de prêmios em dinheiro, os indicados concorrerem a uma exposição no MAM-Rio e a uma residência artística por três meses, no programa de residência artística da Residency Unlimited, em Nova York, Estados Unidos da América.

Saiba mais em:

http://www.premiopipa.com/2017/03/premio-pipa-2017-veja-lista-completa-dos-artistas-indicados/

21 de março de 2017

A primeira edição do “Projeto CARONA!” contou com a participação de três artistas e foi um verdadeiro sucesso!

Rachel Falcão

Conheça quem são esses artistas e quais foram os trabalhos que eles desenvolveram na primeira residência artística em movimento do Brasil:

Rachel Falcão

Rachel Falcão

Artista plástica, artista-pesquisadora e artista-educadora, Rachel é graduada em Artes Plásticas e em Desenho Arquitetônico, fez Especialização em Artes, Cultura Visual e Comunicação pela UFJF e Mestrado em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável pela Escola de Arquitetura da UFMG, com a pesquisa “Interações e Intervenções: a participação do artista contemporâneo em processos de reconfiguração sociais e espaciais”. Atualmente é professora e coordenadora do Núcleo de Arte da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) e trabalha sobretudo com desenho, objeto e práticas artísticas colaborativas e comunitárias. Esteve com a caravana de Pirapora, em Minas, até Piranhas, em Alagoas. O trabalho desenvolvido pela artista na Residência se chamou “Banca de Retratos – Porque se os olhos refletem a alma das pessoas, as pessoas refletem a alma do lugar.” A artista convidou as pessoas a serem retratadas em desenhos a pastel oleoso sobre papel.

Ronie Ryba

Ronie Ryba

Ronie é artista plástico, filósofo e contador de histórias. É escultor que se inspira no figurativo, transfigurando o humanismo que norteia seu trabalho. Percorreu o trecho de Pirapora, em Minas Gerais até Baixio na Bahia. A performance que o artista desenvolveu consistia em ouvir e recolher histórias e lendas dos lugares por onde o FIOTIM passou, para depois interpretá-las de forma surpreendente e encantadora.

Eduardo Faria

Eduardo Faria

O multi-artista Dú, como é conhecido, é graduado em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Londrina e vive e trabalha em Ouro Preto, Minas Gerais. Acompanhou toda a Caravana, de São Roque de Minas até Baixio, na Bahia. Desenvolveu performances e trabalhou o desenho, com o qual buscou a desconstrução do olhar simbólico, tendo como inspiração os espaços e as pessoas das cidades por onde o FIOTIM passou.

21 de março de 2017

FIOTIM é premiado pela FUNARTE

Funarte

A Fundação Nacional de Artes – Funarte divulgou o resultado final do Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais. Ao todo, serão contemplados dez projetos de exposições de pequeno porte, que serão realizados nos espaços da instituição em Brasília, São Paulo e Minas Gerais, e que também deverão circular por outros estados brasileiros.

O FIOTIM – O Museu em Movimento, conquistou o primeiro lugar, dentre mais de 200 projetos inscritos.

A exposição acontecerá em breve, na galeria da Funarte MG, na cidade de Belo Horizonte e fará uma itinerância até a cidade de Goiânia, onde ficará exposta por 45 dias no Centro Cultural Cora Coralina. Aguardem!

Saiba mais, acessando a site:

http://www.funarte.gov.br/edital/premio-funarte-conexao-circulacao-artes-visuais/

 

Diário da artista residente Rachel Falcão

Fotos: Rachel Falcão

 

FIOTIM – O Museu em Movimento

Caravana “No Coração do Brasil”

Residência Artística CARONA

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Pirapora / MG – 21 a 23 de julho de 2016

 

De repente, um peixe saltando no ar! A marca registrada de Pirapora anuncia a cidade-orla.

Aqui, as pessoas vivem a presença do rio, que apesar de magro por essas bandas, ainda ecoa seu canto nas noites, como se mar fosse.

De bicicleta, a trupe sai pelas ruas da cidade distribuindo cartazes. Pra nossa surpresa, as pessoas falam conosco: “Já estamos sabendo! Nos avisaram pelo whatsapp e já repassamos pra toda a família!” A comunicação via rede flui com eficiência por essas bandas!

No dia da apresentação, nossa instalação performática se soma aos eventos da Praça, toda ornamentada com bandeirinhas coloridas. O Festival Gastronômico nos abraça; o coreto vira palco pra performance de Mary Diadorina e um drone, que nos filma, vira pássaro de fogo (nave do Senhor das Estrelas) na contação de histórias de Kalungué.

Diante de toda a exuberância do FIOTIM, das múltiplas facetas de Jorge K e sua trupe e dos brinquedos-objetos relacionais, um pai, com o filho pequeno no colo, se declara: “Isso não é pra criança, não; é pra adulto! Faz a gente voltar no tempo!” Ao que outro completa, voltando-se para o filho rapazinho: “Essa brincadeira aqui é coisa muito séria!”

Rachel Falcão

Fazendo como os pombos

Foto: Joyce Fonseca

21 de junho de 2016

Querido diário,

É de manhã, bem cedo. Faz frio.

 Agora há pouco eu estava ali, perto da janela, tomando uma xícara de café bem quente e olhando o Pico do Itacolomy, meio encoberto pela bruma.

Uma certa tristeza encostou do meu lado.

Jorge K viu aquilo e falou: “que foi, filho?”

Pô Jorge K? Você não disse que a gente ia correr trecho, queimar chão, ganhar mundo? Quase nem saímos do lugar!

“Senta aqui, que eu vou te contar uma história”. Disse ele, paterno.

“Você sabe como os pombos fazem?” – prosseguiu.

“O pombo é transportado em uma caixa fechada no fundo de algum porta-malas até um destino ignorado. Chegando lá, ele é solto e alça um voo rudiado, estudando o céu. Num certo momento inexplicável, ele encontra a direção precisa e parte em disparada, num rumo certeiro”.

Ouvi aquilo tudo e achei bonito. O coração aquietou.

Querido diário. Ainda não partimos, é verdade. Mas é só uma questão de quase.

Continuamos por aqui:

Rudiando… rudiando…

Rudiando.

Jorge Fonseca